Como escolher quem revê e continua a desenvolver a tua app feita com IA
Sete perguntas para fazer a qualquer estúdio antes de lhe entregares uma app feita com IA: quem responde quando falha, de quem é o código e como se trabalha.
23 de outubro de 2026
Construíste a app com IA, ela funciona e já tem utilizadores. Só que não tens equipa técnica, e chegou o momento de pôr alguém sénior a mexer no código.
A JP Systems é a engenharia de software de founders que não têm equipa técnica, por isso esta é uma conversa que vemos muitas vezes. E vemos o mesmo padrão: escolhe-se por preço ou por simpatia e só depois se descobre o que devia ter sido perguntado.
Estas são as perguntas que nós faríamos. Incluindo a nós.
Primeiro, o que precisas mesmo
"Alguém para mexer na app" pode querer dizer quatro coisas diferentes, e nem todos os estúdios fazem as quatro:
- Rever: olhar para o código e a base de dados e dizer o que está em risco.
- Corrigir: resolver o que a revisão encontrou.
- Continuar a desenvolver: acrescentar funcionalidades sem partir o que existe.
- Manter: estar lá quando algo falha ou quando é preciso atualizar.
Sabe qual destas queres antes de pedires orçamentos. Muda as perguntas e muda o preço.
As sete perguntas
1. Quem vai mesmo mexer no código? Pede para falar com quem faz o trabalho, não só com quem vende. Pergunta que experiência tem com apps em produção, com utilizadores reais, e não só com protótipos. Uma app feita com IA precisa de alguém que perceba o que a IA gerou e o que deixou por fazer.
2. O que acontece quando algo falha numa sexta à noite? Quem atende, por que canal e em quanto tempo. Se a resposta for vaga, o que estás a comprar é um projeto e não um parceiro.
3. De quem é o código, e onde fica? O repositório deve estar numa conta tua, e as contas de alojamento e de base de dados também. Se o código só existe nos sistemas do fornecedor, estás refém dele no dia em que a relação acabar.
4. Como vais saber que está a andar? Pede entregas faseadas, com algo visível nas primeiras semanas. Meses sem nada para ver, seguidos de uma entrega única, é o cenário onde os problemas só aparecem no fim.
5. Como se paga, e o que acontece se o âmbito mudar? Preço fechado por fase, à hora ou avença: qualquer das três pode fazer sentido, desde que fique claro o que está incluído e como se trata uma alteração. Desconfia de um preço fechado dado sem ninguém ter visto a app.
6. O que fazem com os dados dos teus utilizadores? Quem mexe numa app em produção acede a dados pessoais. Tem de haver um acordo de tratamento de dados antes de qualquer acesso (artigo 28.º do RGPD), e tens de saber quem tem acesso, onde os dados ficam e quando os acessos são retirados no fim.
7. Como evitam que o problema volte? Corrigir uma falha não basta se a próxima alteração gerada por IA a reabrir. Pergunta por testes automáticos e por uma pipeline que os corra. Sem isto, o trabalho paga-se duas vezes.
Sinais de alerta
- Prometem reescrever tudo sem terem visto o código. Na maioria dos casos que vemos não é preciso, como explicamos em reescrever ou estabilizar.
- Pedem acesso a produção sem acordo de tratamento de dados.
- O código fica na conta deles.
- Não explicam o que vão fazer numa linguagem que percebas.
- Dizem que a IA resolve tudo e que não é preciso revisão sénior.
Como trabalhamos nós
Começamos por um diagnóstico gratuito de 30 minutos, para perceber o que tens em produção e o que te preocupa. Depois fazemos uma auditoria ao código, à arquitetura e à base de dados, com os achados por severidade e com prova, antes de mexer numa linha. A correção é faseada: o crítico primeiro, sem parar o negócio e sem reescrever do zero quando não é preciso. Deixamos testes e CI para que o que se corrige não volte a partir. O pagamento também é por fases, e só avançamos quando estás satisfeito.
Num caso real, esse caminho fechou 16 fugas de dados entre empresas numa app feita com IA.
Se quiseres ver o processo completo, está na página de auditoria e correção de apps feitas com IA.
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